SALGUEIRO 2 X 0 SANTA CRUZ
O Santa Cruz sofreu com a falta de criatividade e conheceu sua primeira derrota no Pernambucano Coca-Cola 2012. O atual campeão estadual foi ao sertão e terminou como coadjuvante da festa do Salgueiro na reinauguração do estádio Cornélio de Barros ao perder por 2x0. Na próxima rodada, os corais terão pela frente o Serra Talhada, líder da competição. O Carcará vai a Paulista enfrentar o América.
O técnico Zé Teodoro preferiu a prudência ao escalar o zagueiro Éverton Sena e preterindo o volante Leo. Apesar de a marcação ficar, na teoria, mais forte, a escolha deu mais campo para o Salgueiro trabalhar e consequentemente manteve o tricolor mais distante do gol sertanejo.
Para completar, o Carcará manteve uma marcação mais forte em Elvis, único meia de origem, o que ajudou a prejudicar a armação das jogadas corais. Assim, foi o time da casa a criar a primeira boa chance. Aos cinco minutos, Vítor Caicó chutou de longe e Tiago Cardos fez boa defesa. A pressão continuou em cabeçadas para fora de Luiz Eduardo e Fabrício Ceará.
O que atrapalhava o Salgueiro era a opção do time em insistir nas jogadas pelo meio. Tanto que a primeira boa jogada pelo lado só aconteceu aos 26, quando Tamandaré fugiu pela direita e cruzou. Mas Éverton Sena estava atento e cortou. Coincidentemente, os laterais poderiam ser a válvula de escape dos campeões pernambucanos, já que o meio sofria crise criativa. Porém, tanto Renatinho quanto Eduardo Arroz não conseguiam evoluir.
De tanto insistir na bola alta o time da casa terminou vencendo pela canseira. Aos 34 minutos Peri bateu falta na área. Fabrício Ceará estava bem posicionado no meio da defesa coral e cabeceou sem chance de defesa para Tiago Cardoso. O Santa não fez nada digno da palavra reação. O técnico Zé Teodoro pedia o tempo todo para a equipe tocar a bola mas com um jogador menos técnico, Éverton Sena, no lugar de um meia de origem e com seu maestro (Weslley) bem marcado ficou difícil.
Era lógica uma mudança no setor de criação tricolor na volta para o segundo tempo. E assim foi feito. Natan voltou no lugar de Éverton Sena. Mas foi o Salgueiro quem alterou a história da partida logo no início. Aos três minutos Elvis bateu falta e o goleiro tricolor só pôde olhar a bola entrar sem mais nada a fazer.
Desta vez os visitantes não aceitaram o gol adversário com tanta passividade. O problema, para o Santa, é que o Salgueiro marcava com muita disciplina e, embora o toque de bola melhorasse não havia oportunidade de finalizar. Assim, o técnico Zé Teodoro tentou dar mais velocidade com a entrada de Jefferson Maranhão no lugar de Eduardo Arroz. Weslley ocupou a lateral direita.
E logo em sua primeira participação, Maranhão quase diminui o prejuízo. Depois de bate-rebate na área ele chutou raspando a trave. A postura mais ofensiva do Santa Cruz fez com que o Salgueiro usasse a arma que o adversário empunhou mas não disparou no primeiro tempo: o contra-ataque. No primeiro deles, aos 23, Clebson acertou a trave. No segundo, a zaga afastou para escanteio.
A situação piorou para o time da Capital aos 28. Leandro Souza agarrou Fabrício Ceará, repetindo a mesma infração que lhe rendeu cartão amarelo no início do segundo tempo. O árbitro Ricardo Tavares repetiu a advertência. Só que o segundo amarelo rende o vermelho e o defensor, que fazia sua estreia em 2012, foi embora mais cedo.
Era o balde de água fria para arrefecer qualquer esboço de reação tricolor. O time precisou recuar seus volantes para dar mais cobertura à zaga e os dois setores - meio e ataque - ficaram mais distantes. O Salgueiro passou a administrar o resultado e esperar o final da partida.
Ficha do jogo:
Salgueiro: Luciano; Marcos Tamandaré, Luiz Eduardo, Alemão e Peri (Romário); Pio, Josa, Vitor Caicó (Tinho) e Clebson; Elvis (Edmar) e Fabrício Ceará. Técnico: Neco.
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Eduardo Arroz (Jefferson Maranhão), Leandro Souza, André Oliveira e Renatinho; Chicão, Memo, Éverton Sena (Natan) e Weslley; Branquinho e Flávio Recife. Técnico: Zé Teodoro.
Local: Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro. Árbitro: Ricardo Tavares. Assistentes: Ubirajara Ferraz e Alcides Lira. Gols: Fabrício Ceará, aos 34 do primeiro tempo. Elvis, aos três .Cartões amarelos: Pio e Weslley. Expulsão: Leandro Souza. Renda: R$ 15.990. Público: 8.158.
Náutico 2 x 0 Petrolina
Em uma partida até certo ponto tranquila, o Náutico obteve, diante do Petrolina, a sua segunda vitória na segunda rodada do Pernambucano Coca-Cola 2012. Os alvirrubros envolveram o adversário, tiveram várias chances de gol e fecharam a vitória com um 2 a 0, gols marcados no segundo tempo por Souza e Cascata, figuras novas de 2012 que já vão marcando espaço na equipe.
O resultado deixa a equipe com seis pontos, na segunda colocação, atrás do Serra Talhada pelo saldo de gols (8 x 4). Importante também foi abrir alguma vantagem de pontos na concorrência com o Santa Cruz, que perdeu e fica com 3, e o Sport, que empatou na primeira rodada e só pode ir a 4 no jogo com o América, nesta quinta-feira.
O próximo compromisso do Náutico é contra o Araripina, no sábado (21), no Chapadão do Araripe, às 18h. Já o Petrolina enfrentará o Sport, domingo, na Ilha do Retiro, às 16h.
O JOGO
O Timbu foi em busca do gol desde o início, comandado pelo meia Cascata, que cumpria bem o papel de criação e se apresentou para mandar um bom chute perto do travessão aos 5 minutos.
Cascata também articulou algumas jogadas de ataque. Em uma delas, Siloé recebeu e chutou na trave aos nove minutos. O volante Souza e o lateral-direito João Ananias também apoiavam bem, assim como o velocista Rogério, caindo muito pela ponta direita.
Do lado do Petrolina, ênfase nos passes longos, no contra-ataque. Um belo e difícil chute de fora da área, de Giovani, foi defendido por Gideão aos 8 minutos.
O principal problema do Timbu no primeiro tempo era a pontaria. Siloé seguiu tentando, sem sucesso. Um chute colocado mirando o ângulo esquerdo de Jaílson saiu por pouco, aos 27'. Já no fim da etapa, o atacante entrou livre na área, após excelente passe de João Ananias, mas demorou e bateu em cima do goleiro, que tinha saído em sua direção. A participação individual resumia o primeiro tempo do Náutico: muito perto do gol, mas sem chegar lá.
SEGUNDO TEMPO
A situação mudou no segundo tempo. Logo com um minuto, Rogério avançou pela esquerda, entrou na área protegendo de um zagueiro e tentou o chute cruzado, quase sêm ângulo. Jaílson defendeu.
Cena parecida se repetiu em seguida. Rogério entrou pela esquerda em direção à pequena área. Mas, desta vez, sofreu pênalti, cometido por Fábio. Souza cobrou com maestria, no alto e na esquerda, abrindo o placar, aos 4 minutos.
A torcida ainda comemorava quando o Alvirrubro puxou um contra-ataque que terminaria nas redes. Cascata saiu na cara do gol e optou por tocar para Rogério, livre, mandar para as redes. Mas foi marcado impedimento de Rogério, que deveria ter recuado.
Menos afobado após marcar, o Náutico encontrou o segundo gol numa jogada longa, aos 15 minutos. Derley trocou passes com Cascata e se esticou para tocar na saída do goleiro. Rogério não alcançou para chutar, mas dominou e tocou em direção à pequena área, e então Cascata chegou batendo no alto do gol. 2 a 0.
Após o tento, a equipe alvirrubra passou a cadenciar o jogo. Waldemar Lemos promoveu substituições, colocando Eduardo Ramos e Lenon nas vagas de Siloé e Souza. Sem muito afinco ao atacar, o Timbu teve mais trabalho na defesa. Porém não teve ameaçada a sua vitória, que se confirmou com o mesmo placar da estreia.
Um detalhe à parte foi a má arbitragem de Emerson Sobral. Confuso, cometeu pequenos erros, aos montes. Deu cartão amarelo quando não deveria e não deu quando deveria. Não coibiu a cera feita pelo Petrolina. O goleiro Jaílson não batia os tiros de meta, alegando dores, mas os zagueiros demoravam muito para chegar e cobrar. Caberia a punição com o amarelo. O lance mais polêmico, no entanto, foi um suposto pênalti sofrido por Rogério, que pulou para não levar uma "rasteira" de um defensor. A impressão foi de pênalti.
FICHA DO JOGO
Náutico: Gideão, João Ananias, Marlon, Ronaldo Alves e Jefferson; Elicarlos, Souza (Lenon), Derley e Cascata; Rogério (Henrique) e Siloé (Eduardo Ramos). Técnico: Waldemar Lemos.
Petrolina: Jaílson, Lau, Jeffinho, Daniel e Fábio; Wilton, Gustavo, Giovani e Anderson (Wellington); Julinho (Souza) e Sinho. Técnico: Pedro Manta
Gols: Souza (5'), Cascata (15'). Cartões amarelos: Sinho, Jeffinho, Anderson e Fabio (Petrolina), Cascata e Derley (Náutico). Árbitro: Emerson Sobral. Assistentes: Erich Bandeira e Pedro Wanderley. Público: 13.452 Renda R$ 78.015.